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2026: Bateu. E veio forte.

Depois de mais 2 anos sem update, voltei! Se alguém lê isso aqui fora eu, você já deve estar cansado de ler eu dizendo que só venho aqui quando sinto que é a hora certa e... é isso mesmo e tem sido assim já fazem quase 6 anos. Basicamente, toda vez que sinto que aconteceram coisas o suficiente pra eu comentar aqui ou se sinto que é o momento, simplesmente é e NOSSA, esse definitivamente é o momento.

 Afinal, o que aconteceu desde a última vez?

Em 2024 eu perdi muito peso. Eu trabalhei no remoto. Viajei sozinho pela primeira vez. Tive meu TCC aprovado com nota máxima, o segundo da história do curso na minha faculdade. Eu cheguei longe, eu descobri muito sobre eu e sobre os meus arredores.

E 2025? Eu coloquei brincos (será que foi a melhor das ideias?). Eu vivi minha formatura, uma das melhores noites de minha vida. Eu saí do trabalho remoto e no mesmo dia viajei sozinho, de novo. Eu abri meu MEI e tive meus próprios clientes e eu fiz um bom dinheiro. Eu viajei de novo e iniciei um novo ciclo profissional... Que ano!

Agora estamos em 2026 e... o que tem rolado? Trabalhei em uma empresa familiar e me arrependi até o último. A ansiedade e o estresse eu descontei na comida, então ganhei peso de novo. Eu criei um acervo no twitter e fiz sucesso, sigo fazendo. Eu conheci um novo estado e realizei o sonho de ver Eurovision com amigos. Eu dei chance pra coisas que sempre tive dificuldade (agorinha mesmo mais que nunca). E a coisa mais legal e talvez a mais necessária: eu pedi demissão. 

 

Sabe o que é dar tudo de si em uma experiência, tentar ser a diferença e chegar longe, e de fato chegar longe, mas nunca ser o suficiente e nem ter seu esforço validado? Essa foi minha experiência nesse local, por 6 longos (porém incrivelmente rápidos) meses. Eram 10h do meu dia que se arrastavam pra passar mas todo mês se despedia rápido demais. Eu fiz de tudo para entregar os 2 melhores meses da história de venda de uma das empresas do grupo e... nenhum reconhecimento. A cada dia que passava, minha experiência e legado profissional menos tinham voz e eu virei um "Fazedor de demandas". Nada além disso. Por um momento, isso agilizou minha vida! Eu não precisava mais me esforçar e pensar, era só fazer qualquer coisa, aguardar as correções descabidas, entregar, torcer pela aprovação e voltar a dedicar meu tempo a qualquer outra coisa que fosse. Entrar no piloto automático parecia a melhor decisão pra me economizar mas naquele momento, o meu todo se esgotou e rápido. 

 Eu sempre tive paixão pelo criar, pelo idear e dar vida e pela primeira vez na vida, estar fazendo aquilo se tornou um intragável e pior que isso, perdeu a cor. Eu sempre amei escrever, eu sempre amei desenvolver coisas e nos últimos 2 meses naquele muquifo, eu odiava cada parte do processo de fazer o que sempre amei. Meu ódio começava cedo, 7h15. Odiava acordar, comer, ir pro trabalho, trabalhar, ir pra casa, almoçar, voltar pro trabalho, trabalhar, voltar pra casa, jantar, me distrair e dormir pra mais um dia desse looping. É incrível como esse vício em fazer qualquer coisa pra no fim do mês ter dinheiro pra pagar suas contas tira o sentido de TUDO, né? Dormir virou descansar pra amanhã conseguir fazer dinheiro. Comer virou ter energia pra trabalhar. Me entreter virou me distrair da realidade chata que eu tava vivendo e... qual é o brilho disso?

Dormir é descansar para viver mais. Comer é ter prazer no degustar, saciar a fome e ter energia pra viver. Se entreter é fazer as coisas boas que você ama enquanto vive... Caramba, nunca deveria ser diferente disso! Mas enfim, vamos a parte boa.

 

Em uma certa semana, eu decidi. Eu falei que não dava mais, eu prometi, eu fui, dei a cara a tapa e saí, e melhor, assim que saí, 1h e meia depois já não pisaria naquela empresa nunca mais e foi a melhor decisão que tomei. Eu me senti verdadeiramente livre de um peso gigantesco e foi ótimo, eu senti que tava respirando de novo, mesmo que desempregado. Foi ótimo por um bom tempo, até nascer uma nova preocupação: o amanhã.

 Acho que me conhecendo e lendo minhas publicações, fica claro como o amanhã sempre me preocupa, afinal a ansiedade é algo que reclamo já faz algum tempo, em menor ou maior escala. Em junho eu tive segurança. Em julho a preocupação chegou de leve, mas foi superado. Quando chegou agosto... alguns fantasmas do passado voltaram... os "e se", juntos daquela sensação ruim na cabeça, no peito, na mente e às vezes até no corpo. Sim, eu lembro disso tudo de um pedacinho de 2023 e de um pedacinho de 2024 e eu não sentia saudades. Foi um processo longo me desprender dessa preocupação toda e dessa ansiedade, um processo que estou revisitando agora, mas, pelo incrível que pareça... Nunca me senti tão pronto. Isso é estranho?

Quando eu sinto ela vindo depois de uma refeição, eu sei o que fazer. Quando ela vem no fim da tarde, eu sei o que fazer. Quando ela vem antes de dormir ou quando eu devia estar dormindo, eu tenho alternativas. É, eu ainda odeio quando sinto uma crise vindo, minha cabeça ainda vira um turbilhão inquieto, uma enxurrada de pensamentos que sequer comandei, mas pois é, passa... nunca sem ter que lidar com isso de alguma forma, afinal nenhum barco sai do mar agitado sem algumas remadas, não é mesmo?

É assim que tem sido.... Aqui e ali faço um ajuste pra afastar tudo isso cada vez mais, seja na alimentação, nos hábitos, nos pensamentos e até em algumas práticas e eu tenho alguns fiéis companheiros... Playlist Discovery, você tá sempre aqui, sons de chuva no Spotify também. Minha Psi também, a Psi do YouTube também, minha mãe tá sempre disposta a me dar um ombro amigo e nossa, ela não faz ideia, mas em uma das crises, o abraço longo e quente envolto em um cobertor enquanto eu respirava fundo foi uma das coisas mais gostosas e que mais fez eu me sentir curado na vida. É, eu ainda estou lidando com isso... hoje mesmo! Tomei um banho quente com música, desci tomar 2 chás, conversei com minha mãe, coloquei uma meia extra e estava pronto pra ir deitar e descansar, se não fosse no segundo chá pintar aquela vontade absurda de colocar tudo que venho sentindo no papel (ou no blog, nesse caso!). Atualizar meu blog com tudo que tem rolado, eternizar nesse local confortável mais uma vez o que vem rolando na minha vida e acho que mais uma vez, retornei na hora certa. 

 

Esse blog tem um espaço especial no meu coração e a relação com ele é essa. Veio na minha cabeça que é a hora? Aqui estou, prontamente. Assim vai ser pra cada necessidade na minha vida: eu estou disposto a melhorar toda hora, a ser mais legal, a ter mais saúde mental, a chegar mais longe profissionalmente, ir além como pessoa... Eu queria que essa força toda fosse mais constante, nem sempre dá pra ser tão íntegro disso tudo, mas a vontade existe e se ela tá aqui, é porque ainda acredito em mim. 

Eu ainda tenho muito pra correr atrás. Eu vou perder de novo esse peso que ganhei sem querer. Eu vou voltar a me exercitar mais. Eu vou cuidar mais da minha alimentação (e sim, eu evoluí muito nisso nessas últimas semanas!). Minha saúde mental vai entrar nos eixos de novo. Essa ansiedade toda vai passar de novo. Eu já já tô viajando de novo. Meu óculos novo vem aí, se eu preciso de exames pra melhorar o que for, eu estou disposto. Eu sei que tem muita coisa brilhante vindo mais rápido do que eu imagino, seja pelo trabalho novo, seja pela esperança de mais segurança em tudo isso que falei, seja por eu já ter superado tanta coisa antes... Eu já provei ser forte, eu provei conseguir resolver coisas incríveis e eu to aqui de novo pra tudo isso.

Quando que eu volto a escrever? Boa pergunta, mas eu sei que a próxima atualização vai ser bem alegre. Eu não diria que essa foi triste, mas ela vem de um lugar um pouco ansioso, mas também certamente de muita esperança e expectativa. Setembro tá chegando e eu sei que ele vem pra eu me apaixonar de novo pelo que sempre gostei, pra eu crescer mais e pra eu notar mais uma vez que sou forte, determinado e que esse é só o começo de um capítulo muito bonito.

Aqui começo uma nova fase cheia de metas, objetivos e muita animação. Good Days da SZA, aqui vou eu! 

 

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